segunda-feira, 16 de Julho de 2007

PRAIAS ALGARVE

Sagres
De Odeceixe à Carreagem
Da Amoreira a Telheiro
De Beliche a Mareta
Da Baleeira a Salema
Da Boca do Rio a Burgau


A última fronteira por desbravar da costa portuguesa, onde ainda é possível ser-se surpreendido pela agreste paisagem e pelo inóspito litoral.

Entre Odeceixe e Aljezur, praias como a Carreagem ou Vale dos Homens permanecem no seu estado mais selvagem. E a Amoreira, Monte Clérigo e a Arrifana formam um triângulo de ouro difícil de superar. Para sul, a paisagem torna-se cada vez mais despojada – é a Costa Vicentina no seu estado mais puro. Na costa meridional, as praias atraem turistas que apreciam a inacessibilidade e a única agitação que procuram é a das águas do Atlântico. O peixe e o marisco são base da gastronomia da região, famosa pelos percebes, lapas, mexilhão e sandes de moreia frita.

Lagos
Esta é uma das zonas mais diversas do litoral português, com extensos areais e minúsculas praias recortadas nas falésias

A Meia Praia, com cerca de cinco quilómetros de extensão, é o ex-libris da zona e, reza a história, foi importante porto marítimo durante os séculos XVI e XVII. Em contraste, com os seus poucos metros de areal mas surpreendente recorte da linha da costa, as praias do Camilo ou da Dona Ana. Românticos passeios de barco são habituais junto ao litoral – recortado por grutas – que se estende entre Lagos e a Ponta da Piedade.

A sardinha, o carapau e o peixe-espada assados, as conquilhas, as caldeiradas, as favas com peixe frito e o cozido à portuguesa com batata doce dominam a gastronomia local.

Praias-Luz; porto de mós; canavial; grande; camilo;dona ana; pinhão; estudantes; batata: meia praia

Portimão
Uma das mais emblemáticas zonas do Algarve, tem dos melhores hotéis, restaurantes, campos de golfe e praias do País. Mas também das mais arrogantes, desleixadas e criminosas intervenções urbanísticas

Alvor, Rocha, Armação de Pêra são verdadeiros centros comerciais de praia, com milhares de turistas a afluírem aos seus areais. Numa zona onde o litoral foi ocupado até à exaustão, sobraram apenas pequenas parcelas de areia (como as que rodeiam a Ponta João D’Arens), de acessos difíceis, entregues a si próprias.

Na gastronomia dominam os pratos de peixe (como as papas de milho com conquilhas) e os doces de amêndoa e alfarroba

PRAIAS-alvor; tres irmaos; prainha; valentim de carvalho; padeiro; joao d Arens; barranco das canas; vau; careanos; tres castelos; rocha; Marina;grande de ferragudo; molhe; ingrina; pintadinho; e caneiros
Albufeira
Uma zona em que se é obrigado a enfrentar o melhor e o pior do Algarve. Dos esgotos a céu aberto e dos atentados urbanísticos às enseadas dos bilhetes postais e às praias de areia fina

Nos meses de Verão, concentra-se aqui o maior volume de visitantes do Algarve. Os prazeres da mesa começam pelo peixe fresco e marisco que diariamente chegam do alto mar. Quando o Sol se põe, há na cidade de Albufeira um grande número de bares e discotecas

PRAIAS- Salgados; Galé; Manuel lourenço; Evaristo; Castelo; Coelha; São Rafael; Arrifes; Peneco; Pescadores; Inatel; Alemaes; Aveiros; Oura; santa Eulália: Maria Luisa...

Faro
Desde o Vale do Lobo até à Ilha de Faro, encontram-se algumas das praias mais conhecidas do Algarve. Mas é o carácter quase selvagem e genuíno de alguns lugares, como o Cabo de Santa Maria - ponto mais meridional do território continental português -, que os torna únicos

Porque essas praias, matas, dunas e sapais constituem a derradeira alternativa ao turismo liofilizado e de massas. O mesmo se pode dizer das gentes, aldeias e cidades onde ainda é possível reconhecer um outro mundo. Onde se comem alcabrozes, chocos com favas, guisado de leitão ou xerém de conquilha, enquanto se recordam os tempos das fainas gloriosas com um medronho e um bolinho de amêndoa a rematar. Universo estranho? Basta perdermo-nos na Ria Formosa. E descobrir melhor a Armona, a Fuzeta, Olhão ou mesmo Faro. Sempre com o mar no horizonte

PRAIAS-Vale do lobo; Dunas douradas; Garrão; Ancão; Quinta do Lago....

Tavira
Seja pela área ainda abrangida pelo Parque Natural da Ria Formosa, pela Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António ou pelas praias que só terminam quando o Atlântico e o Guadiana se encontram, este é o Algarve que soube resistir
E no qual se podem passar férias com certificado de paz e qualidade. Com ou sem gente por perto, em zonas concessionadas ou desertas, para andar a pé ou de mota de água. A concentração de oito bandeiras azuis (2001), as medições do Instituto da Água, a crescente oferta de infra-estruturas turísticas e as potencialidades em matéria de desportos aquáticos constituem argumentos de peso para quem demanda esta faixa da costa.

A que se podem juntar petiscos como a estupeta de atum em Cabanas ou as ostras de Cacelas, para já não falar no encanto dos velhos lobos do mar a quem nunca se esgotam as histórias e que ainda podem ser vistos nas margens do Gilão, nas areias da Praia da Lota ou nas tascas de Santa Luzia

PRAIAS
Do Homem Nu a Barril
De Terra Estreita a Ilha Cabanas
De Cacela à Verde
Do Cabeço a Vila Real
ZONAS TURÍSTICAS
Para onde quer que as atenções se virem, as cores da serra e do mar estão sempre presentes, numa aguarela em que ressaltam pontos dourados, verdes e azuis. A região é extensa e simpática, com clima mediterrânico, marcada pelos odores da maresia e das flores silvestres. Um passeio a pé pelo emaranhado de ruas, vielas e escadinhas do interior algarvio é a melhor forma de conhecer esta zona da região. Perca-se ainda na vastidão da orla litoral, tendo como fundo as mais belas praias da Europa, onde se avistam os recortes dos rochedos e as falésias das sombras que eles deixam no areal.
A dois passos da tranquilidade do interior, as animadas noites algarvias. Bares, discotecas, marinas e casinos asseguram a diversão dos mais foliões
Recomenda-se também a prática de desporto ao ar livre, seja nos campos de golfe verdejantes, nas infra-estruturas que a região oferece para a actividade física, na costa ou nos montes algarvios, que depois dos rigores do Inverno, e ainda antes dos primeiros sinais primaveris, vestem-se de um branco róseo, devido às amendoeiras em flor que salpicam o horizonte.
GASTRONOMIA
Depois dos encantos da paisagem, os aromas e sabores da cozinha tradicional algarvia.O que o Algarve nos tem para oferecer em matéria culinária vem encabeçado pela cataplana, nas suas diversas variedades. O Algarve é terra de petiscos, pelo que são famosos os seus caracóis, as conquilhas, as lulas, os choquinhos, as amêijoas, os langueirões, preparados de diversas maneiras e temperos, mas sempre irresistíveis, já que quase todos eles escondem segredos de preparação transmitidos de pais para filhos! O arroz de langueirão é dos pratos mais apreciados, juntamente com as sopas de peixe ou de amêijoas, as caldeiradas de lulas e de peixe, assim como as muitas formas de preparar atum e as papas de xerém. Na doçaria, as amêndoas comandam quase tudo: queijinhos de amêndoa, morgado de amêndoas, duquesas, castanhas de amêndoas, croquetes de amêndoa, palitos de amêndoa, bolinhos de São Brás, bolo duque, tutano celeste e os magníficos D. Rodrigos-
ARTESANATO
As manifestações artesanais prendem-se à vida rural e são constituídas, na maioria das vezes, por objectos predominantemente utilitários. Outrora, os excedentes eram comercializados nos mercados algarvios e alentejanos, hoje assiste-se ao gradual desaparecimento de actividades com tradições seculares: a latoaria, a marcenaria, a ferragem, a cestaria, a tecelagem, a olaria, etc. Um pouco por todo o concelho é ainda possível adquirir junto das tecedeiras as tradicionais peças de lã ou de linho: toalhas, mantas, alforges, sorianos, etc. Apesar da sua recente criação, destacam-se, como manifestações figurativas, os bonecos de juta, representando figuras típicas da região. Feitos numa oficina artesanal em Martilongo (A Flor da Agulha) encontram-se nos principais centros turísticos algarvios. Uma palavra de referência merecem as flores de palha de milho de Lutão de Baixo.

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